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Por que Pipa?
A teoria que mais se confia é que esse nome teve origem quando os portugueses chegaram ao local e viram uma rocha que parecia uma Barril de longe, temos que "Pipa" no tradicional português de Portugal significa Barril, por isso esse nome Pipa.
Na Pipa, os primeiros forasteiros que chegaram foram os veranistas, que iam no mês de janeiro tomar banho de mar, passear na praia que de longe parecia um lençol. Saíam de Goianinha por volta das 4 ou 5 horas para chegar à Pipa às 10 ou 11 do dia. As mulheres mais idosas vinham de carro de boi, as moças e os rapazes vinham a cavalo, de celas, as empregadas vinham montadas no meio das cargas da bagagem.
O desenvolvimento da Praia de Pipa é muito recente, porém, muito rápido e nas últimas décadas, vem sendo conhecida, mundialmente, pelo seu povo, pela beleza de suas praias, com as águas límpidas e mornas e as enseadas, como a Enseada dos Golfinhos, um santuário natural desses mamíferos eutérios que buscam nas enseadas da antiga Praia do Canto, seu alimento e, naturalmente, praticam malabarismos, ora no ar, ora numa impressionante e perfeita ecolocalização, desde o formar até o espraiar-se das ondas que bordam a areia com as brancas espumas emolduradas pelas falésias em espelhações multidormes, no transparente lençol de uma das nossas mais belas praias, também conhecida como Baía dos Golfinhos.
Além da beleza de nossas praias, como a Praia dos Amores, a Praia dos Afogados, a Praia do Moleque, a Pedra do Moleque, o Chapadão, a Praia da Cancela, Pipa também tem, a Mata Atlântica, preservada pelos nossos antepassados e, desde 1917, por Antônio José Marinho; o Santuário Ecológico, donde se descortina um dos mais belos visuais da Baía dos Golfinhos e da Ponta da Praia de Pipa.
Por outro lado existe em Pipa um patrimônio, uma outra beleza ainda pouco divulgada: a memória popular e, menos conhecida ainda do que a beleza natural. Não que uma subtraia a beleza da outra mas que, logicamente, enquanto as belezas naturais expõem-se naturalmente, captadas à primeira vista, a criação ou a imaginação do povo, a História ou as estórias mantém-se na memória dos nossos antepassados, necessitando de um levantamento urgente para uma melhor percepção, para o conhecimento, a divulgação e a defesa dos vestígios de reminiscências que ainda explodem, a cada momento, em cada morador, vividas na adolescência, na convivência ou herdadas, e que se alternam pela cosmovisão natural do espaço-tempo ou por outras novas culturas, que vão sendo corporificadas à Cultura Pipiana, onde será tratada em nossa seção "Cultura".
Um acontecimento marcante pouco lembrado, detalhado abaixo com próprias palavras de uma pessoa que presenciou o ocorrido.
A queda de um avião em Pipa: "Era o dia 11 de março de 1928, dia de chuva muito forte com vento. Já era alto dia. Ouviu-se uma zoada diferente, era um avião que teve problema e arrastou capim do alto e caiu na praia. Da Igreja velha dava-se para ver perfeitamente o avião e as pessoas cavando a areia, para tirar os passageiros. Eram três homens. Dava-se para ver o capim na hélice, que o avião arrastou de cima do alto. O avião enfincou o bico da frente na areia da praia. Todos os passageiros estavam bem. Depois veiu um mecânico e desmantelaram o avião que foi encaminhado para Natal nos barcos. Os Passageiros passaram uns dias, farrearam, fizeram a festa deles e depois foram para Goianinha para pegar o trem."
Pipa é isso, tudo de bom, algo que não se pode explicar, algo que só a natureza pode criar e que esperamos que só ela possa acabar. Cuide de Pipa, pois afinal, Pipa é NOSSA!
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